Ginza em Tóquio
Tóquio

Ginza em Tóquio: o que fazer no bairro, além de compras

Um dos bairros mais chiques de Tóquio é também o lar do tradicional mercado de peixes da cidade japonesa. Muitas vezes comparada à Quinta Avenida de Nova York, a principal avenida de Ginza em Tóquio reúne as principais lojas de grife e de departamentos. Além disso, abriga muitas galerias e restaurantes escondidos em seus diversos andares.

Ginza foi o primeiro bairro de Tóquio a se modernizar, ainda no final do século 19, recebendo grandes edifícios seguindo os padrões ocidentais. O nome, que significa “local prateado”, tem origem pelo local ter abrigado a primeira casa da moeda em 1612.

Ginza em Tóquio: o bairro das compras

Nas calçadas da principal avenida, Chuo Dori, milhares de japoneses e turistas circulam observando as inúmeras vitrines. São lojas de luxo como Gucci, Louis Vuitton e Chanel. Mesmo em um dia chuvoso como o que pegamos ao visitar o bairro, o movimento é grande. Aos domingos, a avenida fica fechada para os carros, ampliando dessa forma o espaço de circulação para os pedestres em busca das compras pelas lojas que se mantêm abertas.

Mesmo quem não está interessado em marcas de luxo, pode aproveitar as lojas de departamento de Ginza. Ainda há opção de conhecer lojas locais, muitas vezes escondidas pelas inúmeras galerias. Algumas se encontram inclusive nos subsolos dos prédios. Na própria Chuo Dori se encontra uma enorme Uniqlo, paraíso para muitos consumistas. Além disso, a loja de departamentos Mitsukoshi com dois andares no subsolo, onde se concentram vários restaurantes e fast food. Aliás, se for fazer compras, leia sobre como funciona o tax free no Japão.

Um dos prédios mais conhecidos e símbolo da região é o famoso edifício Wako, com a icônica Torre do Relógio Hattori. O edifício e a torre do relógio foram originalmente construídos por Kintarō Hattori, o fundador da Seiko, em 1932. Sobrevivente dos bombardeios da II Guerra Mundial, se tornou um dos pontos turísticos mais procurados da cidade.

Edifício Wako e as ruas de Ginza em Tóquio

Santuário em Ginza

Mas apesar de toda a parte moderna, Ginza também mantém um lado tradicional japonês. A caminho do mercado de peixes, podemos entrar no Santuário Namiyoke Inari, que foi construído durante a era Manji (1658-1661), época de dificuldades para os trabalhadores do mercado. Segundo dizem, quando uma imagem de Inari Myojin foi ofertada no mar, os negócios na área melhoraram e o título honorífico Namiyoke (proteção pelas ondas) passou a ser usado. Até hoje, o santuário é visitado por trabalhadores que pedem proteção para seus negócios e por pessoas em busca de divindade para uma viagem segura, evitando a desgraça e pedindo por boa sorte.

Santuário de Ginza em Tóquio
Santuário Namiyoke Inari

Mercado de Peixes de Ginza em Tóquio

Tsukiji, o famoso mercado de peixes se destaca pelo matutino leilão de atum, que acontece entre 05h25 e 06h15 da manhã, sendo necessário chegar cedo para pegar senha, já que o acesso é limitado a pouco mais de cem pessoas. Para pegar a senha é preciso ir ao Centro de Informações de Peixes por volta das 05h. Na parte externa do mercado há um centro de informações turísticas.

Como não estávamos dispostos a acordar tão cedo assim, fomos apenas conhecer o mercado já no final da manhã, na tentativa de almoçarmos em um dos restaurantes do local, o que foi em vão, já que todos já estavam lotados às 11h da manhã. De qualquer forma, vale a pena conhecer o local que é o maior mercado de frutos do mar do mundo. Muito cuidado aos carrinhos, que circulam desenfreadamente pelos corredores do mercado e claro, atente-se para não levar um banho de água de peixe, pois os vendedores muitas vezes esvaziam seus isopores sem se preocupar com quem está passando por ali. Afinal, ali é área de trabalho.

Mercado de peixes em Ginza em Tóquio
Mercado de Peixes em Ginza

Constantemente ouve-se falar que o mercado sairá dali para outro local, mas por enquanto continua por ali, sendo uma grande atração turística e ótimo local para quem quer comprar facas de corte, que inclusive podem ser personalizadas. Os preços não são muito baratos, por isso vale a pena barganhar, como tudo em Tóquio.

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One thought on “Ginza em Tóquio: o que fazer no bairro, além de compras

  1. Ah!!! Tóquio! Japão foi uma de minhas viagens mais marcantes! Também passei por Ginza, vendo as grandes marcas, que considero obras de arte e uma forma de expressão. Passamos na Uniqlo, onde vivenciamos uma das muitas histórias surreais de nossa viagem.

    Como vocês, apenas visitamos o mercado e não o famoso leilão de atum… Almoçamos em um dos restaurantes daí e vivemos outra história absolutamente marcante e inesquecível neste país! 🙂

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