Tóquio

Harajuku e Akihabara: da cultura pop aos eletrônicos em Tóquio

Dois bairros de Tóquio onde a cultura pop está muito presente são Harajuku e Akihabara. O primeiro é considerado por muitos um sub-bairro de Shibuya e além de abrigar uma das mais famosas ruas de Tóquio, a Takeshita Dori, é onde fica o santuário xintoísta Meiji Jingu. O segundo abriga várias lojas de eletrônicos e até sex shops.

Chegar a Harajuku é simples, basta pegar o JR pela Yamanote Line e saltar na estação Harajuku. Por ter sido a estação principal da vila olímpica de Tóquio em 1964, o bairro mantém uma grande concentração de cultura internacional em mistura a cultura japonesa. É no bairro que despontam as novas tendências da moda estampadas nas boutiques de estilistas e grifes famosas na rua Omotesando, que também abriga o famoso prédio comercial Omotesando Hills.

Paralela à Omotesando, está Takeshita Dori (ou Takeshita Street), talvez uma das ruas mais conhecidas de Tóquio. Ali está o pólo da moda cult e cultura jovem, com diversas lojas de roupas, fantasias e algumas lanchonetes. Percorrer toda a rua é uma tarefa que exige paciência, já que está sempre cheia de gente indo e vindo. Me lembrou muito uma rua da Alfândega ou 25 de Março. O grande destaque são os jovens que se vestem com roupas coloridas, perucas e maquiagem forte, foi dali inclusive que saiu o termo Harajuku Girls, baseado nas jovens fantasiadas que ali circulam, em especial aos domingos.

Mas não é só modernidade que se encontra por ali, a entrada para o santuário xintoísta mais importante de Tóquio está a 200 metros da saída da estação de Harajuku. Meiji Jingu é um santuário nacional para orações pela paz e prosperidade, que abriga os restos mortais e onde as almas do Imperador Meiji e da Imperatriz Shoken estão consagradas. O santuário foi construído em 1920, destruído pelos ataques aéreos na Segunda Guerra Mundial e reconstruído em 1958. É o lugar mais visitado do Japão no Ano Novo.

O caminho para o santuário é iniciado em um grande torii de madeira e prossegue por uma área verde, cheia de árvores. Algo que nos chamou atenção foram os vários barris de saquê, que são oferecidos às divindades todo ano pelos membros da Associação Nacional de Produtores de Saquê de Meiji Jingu, em respeito ao Imperador Meiji que foi responsável pelo crescimento industrial e modernização do Japão e na esperança de manter a prosperidade das indústrias produtoras da bebida. A área do santuário em si estava em obras quando visitamos em agosto de 2016, mas um grande tapume com uma foto do santuário dava ideia de como é o original. Um dos pavilhões estava sem obras, onde também fica um altar de adoração.

Usando a mesma linha Yamanote do JR, se chega a Akihabara o bairro que é o paraíso dos eletrônicos. Se a suaintenção é comprar algum eletrônico, certamente esse é o local. O bairro se tornou referência nos eletrônicos já desde a Segunda Guerra, quando o exército japonês tinha excedentes de equipamentos e queria vende-los. Atualmente, são enormes prédios de vários andares, cada um especializado em um tipo de artigo: máquinas fotográficas, eletrodomésticos, smartphones e tablets e etc.

Alguns prédios são inteiramente dedicados aos mangás, com exemplares raros para colecionadores, bonecos e tudo mais relacionado a esse universo. Até mangás eróticos podem ser encontrados. Por falar em sexo, o que ainda é um tabu no Japão, este é o bairro onde ficam as sex shops, muitos ocupando prédios inteiros, como o Pop Life, com andares também setorizados onde são vendidos os mais diferentes artigos, dos comuns aos mais bizarros.

9 thoughts on “Harajuku e Akihabara: da cultura pop aos eletrônicos em Tóquio

  1. Amei o seu post sobre Harajuku e Akihabara!!! Me senti voltando para Tóquiol. Um dos lugares que mais gostei de conhecer foi a Takeshita Dori pelas pessoas vestidas daquele jeito bem diferente e alternativo. Além das lojas, claro!!!

  2. Que demais esses bairros de Tóquio! O mais legal é saber que Harajuku e Akihabara embora abriguem Cultura Pop e tecnologia, ainda guardam espaços com santuários tão antigos.

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