Hiroshima

Roteiros pelo Japão: Um roteiro de 2 dias em Hiroshima

Ao planejar minha viagem para o Japão, de cara resolvi incluir Hiroshima em meu roteiro, por toda a conotação histórica em relação à bomba atômica e a Segunda Guerra Mundial. Se disser que me arrependi, estaria mentindo, mas não espere muito mais que isso da cidade. Por isso, ao inclui-la em seu roteiro pelo Japão, aconselho não mais que 2 dias em Hiroshima, no caso de você aproveitar para fazer uma day trip à ilha de Miyajima, como fizemos.

Por estar mais localizada ao sul do Japão, incluímos Hiroshima no meio do nosso roteiro pelo país, saindo de Osaka. Esse percurso, assim como o posterior saindo de Hiroshima a caminho de Kyoto, foi feito de trem, usando o nosso Japan Rail Pass. Como fomos em agosto, época de festas no Japão, o trecho Osaka-Hiroshima foi o único que não conseguimos marcar o assento com antecedência, por isso, vale ter atenção ao vagão para passageiros sem marcação de assento. Tentamos a sorte e chegamos à estação alguns minutos antes do horário do trem e conseguimos embarcar, mesmo com muita gente aguardando na plataforma.

A melhor dica é se planejar para chegar à Hiroshima ainda no início da manhã por volta de 10h, assim você conseguirá otimizar seu primeiro dia na cidade, visitando o Parque Memorial da Paz, que é a principal atração da cidade. Para facilitar ainda mais, a ideia é reservar algum hotel próximo ao parque, como fizemos ao escolher o ANA Crowne Plaza Hiroshima, contudo existem várias outras opções na região.

Em post especial sobre o Parque Memorial da Paz, listei as principais atrações que devem ser vistas por lá, então separe pelo menos 3 horas do seu dia para circular pelo parque e visitar o interior do museu, com calma. Se ainda tiver disposição, sugiro seguir em direção ao Castelo de Hiroshima, em um percurso que dura em torno de 20 minutos a pé. Apesar de não ser tão famoso como o Castelo de Osaka, ele abriga um sntuário, algumas ruínas e edifícios reconstruídos, uma vez que ele foi destruído pela bomba atômica de 1945. O castelo original foi construído em 1589 por Mori Terumoto, como um importante local de poder no Japão ocidental. Em 1958, foi reconstruído e atualmente, seu interior abriga um museu com exposições sobre a história do castelo e – assim como tudo em Hiroshima gira em torno da bomba atômica – sobre sua reconstrução pós-bombardeio. Atente-se para os horários de encerramento da visita, foi esse um dos motivos que nos impediram de conhecer o castelo.

Inicie a noite na Hondori Street, uma área movimentada do centro da cidade, a menos de 10 minutos a pé do hotel que ficamos e do Parque Memorial da Paz. A rua é na verdade uma grande galeria coberta com acesso apenas a pedestres, onde estão lojas de todos os tipos, assim como restaurantes de culinária típica japonesa, mas também de outros países. Nós mesmos encontramos um bar de tapas espanholas, Zucchini, onde jantamos no primeiro dia. De entrada escolhemos as croquetas de jamón e as patas de siri empanadas, para depois compartilharmos uma paella com frutos do mar, com linguiça.

O segundo dia em Hiroshima deve ser dedicado a conhecer a ilha de Miyajima, onde está o O-Torii, também conhecido como torii flutuante, um dos principais cartões postais do Japão. Para isso programe-se de acordo com a tábua de maré (todo hotel em Hiroshima apresenta esses horários) para que possa ver o torii por inteiro e submerso, de acordo com a matér baixa e alta, respectivamente. 

Caso você tenha separado mais dias ou não queira fazer a day trip até Miyajima, duas outras atrações podem ser visitadas em Hiroshima. O Mazda Museum é perfeito para os amantes de automóveis, já que a empresa automobilística foi fundada em Hiroshima em 1920, e ainda mantém sua sede corporativa na cidade. O museu da empresa e parte de uma fábrica estão disponíveis para visualização pública. Para visitar o Museu da Mazda, as reservas devem ser feitas por telefone ou pelo site, pois as instalações só podem ser vistas em uma visita guiada, em inglês e japonês. O museu oferece uma visão geral da história da Mazda, um olhar sobre a tecnologia de seus automóveis e as perspectivas de seus futuros desenvolvimentos. O tour leva em torno de 90 minutos.

Outro local para conhecer é o Jardim Shukkeien que exibe as tradicionais características dos jardins japoneses. Em torno do lago principal do jardim, há uma série de casas de chá que oferecem aos visitantes lindas vistas, porém se já tiver visitado outras cidades japonesas, provavelmente terá visto jardins parecidos. Não cheguei a conhecer essas duas atrações, mas uma vez em Hiroshima, de repente vale a pena conciliar com as dicas acima.

Foto Castelo de Hiroshima – Divulgação

12 thoughts on “Roteiros pelo Japão: Um roteiro de 2 dias em Hiroshima

  1. Eu amo esses destinos relevantes na história mundial. Eu também visitaria pelo mesmo motivo. Existem algum museu ou atração na cidade que relembre o fato?

  2. Eu acho Hiroshima uma cidade meio injustiçada do ponto de vista turístico. Achei a cidade bem gostosa e com vários lugares para descobrirmos fora da rota turística. Mas de resto concordo com seu post, super bem explicado como fazer tudo. Um abraço, Bruna

    1. Oi Bruna,
      acho que a cidade se pauta em cima dessa questão da bomba, mas certamente tem muitos outros pontos interessantes, em relação mesmo com a história do Japão, mas que poucos visitam.

  3. Deve ser arrepiante visitar uma cidade que foi praticamente cilindrada pela bomba atómica. Felizmente, Hiroshima conseguiu aos poucos recuperar e transformar-se numa grande cidade. Gostei do roteiro que apresentas, só tive pena que não tivesses colocado mais fotografias. Abraço desde Braga.

    1. Oi Pedro,
      obrigado pelo comentário e audiência. Realmente a cidade se reergueeu, como todo o país. Tirei muitas outras fotos, que estão divididas nos posts específicos de cada local, vou linkar agora para que você possa ter acesso. =)

  4. Ola!
    Parabéns pela clareza dos posts.
    Viajaremos agora em 16/07, encontrei suas dicas em tempo de usar no planejamento do roteiro. Vamos ficar em Tokyo, mas pretendo conhecer Osaka, Kioto, Hiroshima e o Fuji. Uma dúvida que ainda tenho é sobre a necessidade de guia falando português em algum momento. Outra é, em Tokyo se encontra agências de turismo que auxiliem ou façam esses passeiso ou você, pela sua vivência, acredita que não seja necessário?

    1. Oi Eliane,
      que bom que conseguiu aproveitar as dicas do roteiro. Tem mais dicas por cada cidade, basta explorar pelo menu da página principal.
      Sobre guia em português, é mais difícil de achar. Normalmente os guias falam inglês. Contudo, em alguns templos, é tudo explicado em placas de informação, o que facilita nossa “independência”.
      Eu fiz tudo por minha conta, organizando o roteiro. Sugiro que consulte empresas brasileiras que tenham filiais ou representantes no Japão, para que possa agendar os passeios e com guia em português, mas lembre-se que normalmente os valores são mais altos.
      Boa viagem e no que precisar, só escrever.

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