esculturas Felicia Leirner
Campos do Jordão

O jardim de esculturas do Museu Felícia Leirner

Aproveitando que já estávamos no bairro de Alto da Boa Vista para visitar o Palácio Boa Vista, conciliamos a visita ao Museu Felícia Leirner, um museu ao ar livre e ao Auditório Claudio Santoro, palco do Festival de Inverno de Campos do Jordão. A duração da visita vai depender do interesse do turista.

Estávamos de carro e foi fácil arranjar uma vaga no estacionamento gratuito do museu. O valor do ingresso é de R$ 10 (inteira), mas como fomos em um domingo, o acesso era gratuito. O Museu Felícia Leirner está instalado em Campos do Jordão desde 1978, porém foi oficializado em 2001, recebendo o nome da astista polonesa radicada no Brasil desde 1927.

Felícia Leirner viveu no Brasil de 1904 até 1996, ano de sua morte. Em 1962, a artista trocou a cidade de São Paulo por Campos de Jordão em busca de uma vida mais simples e despojada, junto à natureza. A paixão pelos animais e pela natureza está refletida no conjunto de 85 obras em bronze, cimento branco e granito. A coleção está distribuído ao ar livre, sobre um gramado que cobre uma colina e à beira das alamedas. Na disposição das obras no espaço do jardim, as esculturas estão agrupadas pelas fases da trajetória de Felícia: figurativa (1950-1958), a caminho da abstração (1958-1961), abstrata (1963-1965), orgânica (1966-1970) e recortes na paisagem (1980-1982).

Caminhando por entre as obras, a paisagem se torna peça que completa a beleza das obras, envolvendo as relações entre todos os elementos e forma o suporte físico e social da existência dos seres vivos. Do alto da colina, se tem uma bela vista do relevo no entorno e da Pedra do Baú, que está localizada no município de São Bento do Sapucaí. Seu ponto mais alto está a 1950 metros do nível do mar. A partir de Campos do Jordão, avistamos a face sul da Pedra do Baú, que é um desafio para escaladas, com encostas de rocha que chegam a ter 200 metros. Ao seu lado podem ser vistas também duas formações rochosas: Bauzinho e Ana Chata.

Caminhando pelo jardim, chegamos ao Auditório Claudio Santoro, sede do Festival Internacional de Inverno. O auditório recebe o nome do músico compositor e maestro Claudio Franco de Sá Santoro, que adotou o nacionalismo musical, criando músicas de concerto inspiradas na música popular. Em 1960 retomou as composições dodecafônicas do início de seu trabalho, com o qual alcançou prestígio nacional e internacional.

Para receber o festival o auditório foi totalmente preparado com uma acústica perfeita que impede que os sons de fora da sala não atrapalhem as atividades, que os sons de dentro não vazem para a vizinhança e que em todas as cadeiras seja possível ouvir com a mesma qualidade. Paredes e portas grossas e vedadas, revestimentos internos e vigas e vidros inclinados permitem que a cada ano, o local seja palco de concertos, recitais e cursos para estudantes de música que fazem parte da programação do tradicional Festival de Inverno, que se iniciou em 1970 no Palácio Boavista. Leia como foi nosso tour por lá.

Quem quiser aproveitar para fazer um lanche ou almoçar, ao lado do auditório tem um café. O museu funciona de terça a domingo das 09h às 18h, podendo ser agendadas visitas para grupos e excursões.

Endereço: Av. Dr. Luís Arrobas Martins, 1880 – Tel.: (12) 3662-6000

Leo Vidal
Carioca, biólogo, apaixonado por música, filmes e sempre disposto para novas viagens. Compartilha suas dicas de viagem há mais de 5 anos, sempre antenado ao melhor da gastronomia e hotelaria.

4 thoughts on “O jardim de esculturas do Museu Felícia Leirner

  1. Já fui a Campos do Jordão, mas nunca durante o festival de Inverno. Talvez por isso, ou por desatenção às notícias, eu nunca tinha ouvido falar no Museu Felícia Leirner. Sua matéria me deixou com vontade de voltar lá durante o festival para conhecer essas esculturas.

    1. No festival de Inverno deve ser mágico, porém mais cheio também, claro. No entanto, a visita ao jardim vale muito a pena em qualquer época do ano.

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