Considerado um dos mais ricos e importantes do mundo, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro é também um legado histórico da cidade, que atrai muitos turistas e moradores que têm a intenção de se conectar com grandes exemplares da flora – e fauna – brasileira. O jardim está aberto diariamente para visitação, com diversas opções de trilhas guiadas ou auto-guiadas ou apenas para quem quer passear por entre as palmeiras reais.
Em 1577, foi criado o caminho que ligava o centro da cidade ao Engenho D’El Rei. Essas terras, que atualmente compõem o bairro do Jardim Botânico, foram adquiridas pela família real em 1660, permanecendo até a vinda da Corte Portuguesa ao Rio de Janeiro. O Jardim Botânico, conhecido na época como Horto Real, foi fundado em 13 de junho de 1808 por D. João VI, em área próxima à Fábrica de Pólvora, hoje parte do jardim. Contudo, apenas durante o reinado de D. Pedro I que o jardim passou a ter um direto, sendo aberto ao público em 1890, após acesso facilitado pelas linhas de bondes puxados a burros, iniciativa do Barão de Mauá. Em 1938, foi tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, sendo definido pela UNESCO, em 1992, como Reserva da Biosfera.
A entrada principal para o jardim fica na própria rua Jardim Botânico, onde é possível comprar seu ingresso. Por ali, normalmente as filas podem ser grandes, dependendo da data da visita. Então, uma alternativa é utilizar a entrada da rua Pacheco Leão, apenas para pedestres, que normalmente está mais tranquila e com menos filas. Próximo à entrada principal, podemos observar a escultura “La Danse” de Alice Pittaluga e o Relógio de Sol Equatorial, um relógio solar que utiliza o movimento aparente do sol para marcar o tempo. Este foi uma homenagem da Fundação Planetário da cidade em comemoração aos 200 anos da criação do Jardim Botânico.
O Jardim Botânico possui uma área total de 137 hectares, sendo 83 de preservação da Floresta Atlântica e 54 de área cultivada , com aproximadamente 8.200 exemplares representativos da flora nativa e exótica. Todos os caminhos no interior do Jardim Botânico – o Arboreto – são divididos em aleias, com ótima sinalização dos principais monumentos, estufas e espécies da flora.
Uma das esculturas que chama atenção é a “Eco e Narciso“, baseada na história da mitologia grega que conta que Narciso viveria muito se jamais visse a própria face. Narciso veio a se tornar um belo rapaz, admirado por ambos os sexos, fazendo com que a ninfa das fontes e florestas, Eco, se apaixonasse por ele. Em face à insensibilidade de Narciso à paixão das ninfas, Nêmesis, deusa da vingança, lançou uma maldição para que Narciso contemplasse a própria beleza até morrer de inanição, debruçado sobre uma fonte. Ao centro das duas esculturas de Eco e Narciso, está o Chafariz das Marrecas, obra do mestre Valentim, grande arquiteto da 2ª metade do século 18. O arquiteto inclusive recebeu um memorial em sua homenagem instalado na antiga Estufa das Violetas.
Outros homenageados são: João Barbosa Rodrigues, botânico que criou o Herbário, Biblioteca, a Carpoteca e iniciou a organização científica do Arboreto. Por esses feitos e por ter sido diretor do Jardim Botânico entre 1890 e 1909, recebeu um busto em sua homenagem. O botânico quando diretor, encomendou um busto em homenagem a D. João VI por ocasião dos 100 anos do Jardim Botânico. A obra é do escultor Rodolfo Bernardelli.
Homenagem também Antonio Carlos Jobim, já que o compositor tinha o Jardim Botânico como um de seus locais prediletos de inspiração. O espaço dedicado ao compositor, está localizado próximo à Sumaúma, que é provavelmente a maior árvore da Amazônia e uma das maiores do mundo. Com 60 metros de altura e 40 metros de copa, essa espécie ocorre em todas as regiões tropicais do globo, sendo considerada sagrada para vários povos indígenas da América Tropical.
Caminhando pelo jardim também é possível observar o Portal e Ruínas da Antiga Fábrica de Pólvora, um marco do início do Jardim Botânico do Rio. Datado de 1808, o grande portal apresentava o brasão da Coroa Portuguesa, do Brasil-Colônia, dando acesso à fábrica em si, que sofreu uma grande explosão em 1831, restando apenas ruínas do muro e portal.
Outro local que rende belas fotos é o Lago Frei Leandro, em homenagem ao primeiro diretor do Jardim, entre 1824 a 1829, sendo responsável pela construção do Lago e do Cômoro, onde se encontra um busto em sua homenagem, inaugurado em 1903. No lago estão vários exemplares de vitória régia, planta aquática cujas folhas em formato circular podem atingir até 2 metros de diâmetro e bordas levantadas até 13 cm. Uma curiosidade é que essas folhas adultas podem sustentar até 45 kg.
Ali também se encontra a escultura “A Fonte”, feita em ferro fundido com 2 metros de altura, simbolizando Tétis a deusa da alma feminina do mar, segundo a mitologia greco-romana. Reformado em 2015, em homenagem ao aniversário de 120 anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre Japão e Brasil, o Jardim Japonês é um pedacinho bem tranquilo e calmo do Jardim Botânico carioca.
Na parte das estufas, talvez a mais visitada seja a do Bromeliário, inaugurado em 1975, apresentando hoje cerca de 10 mil exemplares, distribuídos em duas grandes estufas. Na estufa Roberto Burle-Marx, inaugurada em 1996, podem ser apreciadas espécies de diversas formações, oriundas da Amazônia, Floresta Atlântica, restingas e caatingas. A outra parte da coleção de bromélias está na estufa Dimitri Sucre, que apresenta a coleção de bromélias da Mata Atlântica brasileira, com cerca de 3.000 amostras.
Outro ponto de interesse dos visitantes é o Orquidário, que além de exibir belíssimos exemplares de orquídeas, conta um fato bem interessante sobre essas flores serem acreditadas por despertar e estimular o desejo sexual, a virilidade e a fertilidade tanto do homem quanto da mulher. Há também a Coleção Temática de Plantas Medicinais e a Estufa de Plantas Insetívoras.
Para os visitantes que vão com crianças, a ideia é aproveitar o Parque Infantil com brinquedos de uso exclusivo para menores de 10 anos de idade, doados pela Sra. Gaetana Enders. Vale ressaltar que nessa área não é permitido entrar com comida e bebida. Outro detalhe importante, é que no interior do Jardim Botânicoestão dispostos diversos banheiros para uso dos visitantes. Justamente por isso, este é um excelente passeio não só para os turistas, mas também para os próprios cariocas. O Jardim Botânico do Rio está aberto diariamente de 08h às 17h, com exceção das segundas, cujo horário é de 12h às 17h. Crianças até 5 anos não pagam ingresso. Mais informações no site do local.
Endereço: Rua Jardim Botânico, 1008 – Tel.: (21) 3874-1808 / 3874-1214
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Que bacana esse parque. Uma pena que ainda não conheço. Quem sabe da proxima vez que visitar o Rio =)
Bom que já tem motivos para voltar Diego.