Museu da Cruz Vermelha Genebra
Genebra

Museu da Cruz Vermelha em Genebra: como é a visita

Genebra é o local de nascimento da International Red Cross (Cruz Vermelha). A organização formada por homens e mulheres vêm servindo à humanidade por mais de 140 anos. Por esse motivo, a cidade abriga o Museu da Cruz Vermelha, com áreas que ilustram e explicam os princípios, a história e o trabalho da organização.

Quem visita o Palais des Nations pode conciliar com a visita ao Museu da Cruz Vermelha, já que este está literalmente do outro lado da rua. O museu foi aberto em 1988 em tributo aos extraordinários feitos da Cruz Vermelha. Esta é a maior organização humanitária do mundo, obra de Henry Dunant. Posteriormente, o museu passou por uma reforma de dois anos, sendo reinaugurado em 2013, com projetos de três artistas, incluindo o cenógrafo brasileiro Gringo Cardia.

Como chegar ao Museu da Cruz Vermelha

Para chegar, pegamos o ônibus 8 (direção Appia ou OMS), saltando na parada Appia. Ela fica praticamente em frente ao museu. A fachada espelhada reflete duas lonas brancas com os dois símbolos da Cruz Vermelha, que inspirou a bandeira da Suíça. Além disso, está o símbolo do Crescente Vermelho, movimento internacional humanitário, neutro e imparcial, simbolizado por uma lua vermelha. Também na entrada, a escultura “The Petrified” de Carl Bucher. Esta escultura denuncia a violação dos direitos humanos e faz apelo a uma maior tolerância no mundo.

Museu da Cruz Vermelha

Três Unidades Interativas no interior do Museu da Cruz Vermelha

Dividido em três grandes unidades, o museu oferece uma possibilidade única de ficar com uma ideia mais clara do trabalho humanitário. Sua exposição permanente é a “Das humanitäre Abenteuer” (A aventura humanitária). O ingresso de adulto custa 15 francos suíços (CHF) que dá direito à exposição permanente. Já quem tiver interesse na exposição temporária, tem que pagar mais 5 CHF. A visita é audioguiada por todas três unidades temáticas.

Defending Human Dignity

A primeira unidade temática “Defender a Dignidade Humana” (Defending Human Dignity) foi projetada por Gringo Cardia. Tem como tema principal o respeito pela vida e integridade dos indivíduos, que clama por uma constante vigilância. A primeira imagem que temos é a da escultura de George Segal, “Henry Dunant Writing”. Ela simboliza o momento em que o humanitário escrevia seu livro “A Memory of Solferino”. Nele, ele conta sobre a batalha de Solferino durante a unificação da Itália.

Em seguida, vemos uma escultura de um pé enorme, representando a Dignidade Pisoteada. Ali se inicia uma exposição fotográfica com bonecos de vodu, mostrando locais e maneiras em que a dignidade humana não é respeitada. Seguindo, uma sala com vários itens recolhidos de prisioneiros de diversas partes do mundo, cujos direitos humanos foram violados até a intervenção da Cruz Vermelha.

A sala seguinte, chamada “Câmara das Testemunhas” (comum também às outras unidades temáticas), é uma área interativa com vídeos de pessoas relatando experiências sobre a defesa da dignidade humana. Basta colocar a mão sobre a mão da pessoa no vídeo para iniciar a transmissão. Por fim, outra sala interativa, onde à medida que movemos nossas mãos, mudamos as cores da projeção. Essa obra traz um simbolismo de que a partir de nossos movimentos podemos mudar as circunstâncias ao nosso redor e, por exemplo, salvar os que sofrem.

Restoring Family Links

A segunda unidade temática “Restaurar os Laços Familiares” (Restoring Family Links) é projeto do arquiteto de Burkina Faso, Diébédo Francis Kéré. Ela traz como tema a manutenção dos laços familiares para restaurar os direitos humanos. Nesta unidade, o destaque fica para o registro da Agência internacional de prisioneiros de guerra entre 1914 e 1923. O mesmo foi considerado Patrimônio Documental da Humanidade pela UNESCO. O visitante pode simular a procura pelo nome de um prisioneiro de guerra, conforme foi feito na época para confortar as famílias e mantê-las íntegras.

Painéis ilustram desaparecidos de guerra, incluindo as crianças durante a guerra civil em Ruanda. Por fim, mais uma Câmara de Testemunhas com relatos de presos de guerra e de seus familiares. Nesta área interativa, basta sentar-se em frente ao vídeo que ele se inicia automaticamente.

Reducing Natural Risks

A terceira unidade temática “Reduzir os Perigos Naturais” (Reducing Natural Risks) foi projetada pelo japonês Shigeru Ban. Esta é a mais interativa das três, cujo tema principal é mostrar como nossos atos podem diminuir os riscos de catástrofes naturais. O “Hurricane” é uma forma interativa de mostrar como você pode impactar o planeta com suas ações, vindo a causar fenômenos naturais catastróficos. Já o “Cyclone” testa as atividades de preparação para desastres naturais. Mostra como proceder para se manter a salvo em uma ocasião de catástrofe. Além disso, há uma exposição com vários pôsteres das ações da organização. Por fim, mais uma série de relatos da “Câmara de Testemunhas”, relacionados ao tema.

Não visitamos a exposição temporária, mas só a permanente já foi bem interessante. O que achei mais legal foi essa interatividade. Levamos cerca de uma hora e meia para visitar tudo, já que ouvimos mais de um relato em cada unidade temática. Claro que esse tempo de visita pode diminuir ou aumentar de acordo com seu interesse. O museu fica aberto de terça a domingo das 10h às 17h, fechando às 18h de abril a outubro.

Endereço: Avenue de la Paix, 17 – Tel.: +41 22 748 9511

10 thoughts on “Museu da Cruz Vermelha em Genebra: como é a visita

  1. Caramba que Museu legal, não conhecia. Ainda não conheço essa região, esta na minha lista de Top 5, quem sabe ano que vem. Adorei o Post e já salvei nos favoritos para quando eu for me ajudar no Roteiro.

  2. Boas dicas! Nunca tinha ouvido falar do Museu, achei muito interessante. Quero planejar uma viagem para esses lados e ja estou pesquisando dicas. Essa ja esta salva!!!!

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